Lemon Tree

Direção: Eran Riklis

Título original: Etz Limon

Elenco: Hiam Abbas, Doron Tavory, Ali Suliman

Ano de Produção: 2007

País de Produção: Israel

Gênero: Cinema asiático/drama

Duração: 106 m

 Hiam Abbas protagoniza Salma Zidane, uma viúva palestina que cuidava de um pomar de limões que herdara do pai. Fortes laços com o lugar indicam um enraizamento que justificará resistência a qualquer tentativa de desapossamento. O Ministro da Defesa de Israel passa a viver contiguamente a Salma e, por razões de segurança, o serviço secreto israelense decide que o pomar deverá ser podado. Inconformada, Salma decide desafiar a ordem, levando o problema ao judiciário israelense, que enfrentará como palestina. Obstinada, Salma parece saber que a fonte histórica e a justificação moral da propriedade encontram-se no trabalho. E Salma vivia dos limões que colhia. Sabia, intuitivamente, como se lê num pensador alemão, que a paz sem luta e o gozo sem trabalho nunca existiram, senão no paraíso terrestre. Auxiliada por um advogado palestino ambicioso Salma levará seu problema à Suprema Corte de Israel. Vive, ainda, o preconceito da viuvez, a constante vigilância dos amigos do marido falecido e certa indiferença das filhas e do filho que vivia nos Estados Unidos, onde lavava pratos.  Salma é uma personagem forte, como fortes são as personagens que Hiam Abbas representou em outros filmes, a exemplo de A Noiva Síria e de O Visitante. O filme tem fortíssimo conteúdo jurídico na medida em que explora o eterno embate entre razões de Estado e interesse particular. A solução da Suprema Corte de Israel revela-nos o que chamaríamos de ponderação ou de princípio da proporcionalidade, e a reação de Salma indica-nos que o direito não pode ser mera teoria, mas algo que vive e que é concreto. Filme imperdível para interessados em questões jurídicas.

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